u n C U T
www.l-o-b-o.com/uncut
obra de vídeo-arte/dança-teatro sobre transidentidades, género, masculinidade(s) no acercadanoite
línguas: dinamarquês, sueco e inglês / legendas: inglês
Através das histórias dos trigémeos fictícios Joshua, Eva e David que têm diferentes identidades sexuais - e que por razões diferentes, são fascinados por um misterioso, sempre ausente, amigo grego comum Agathon - discutem-se questões da identidade do homem moderno:
a) os conceitos de masculinidade, virilidade e normalidade são abordados poeticamente através do homossexual Joshua (bailarino, personagem a preto-e-branco);
b) o significado dos conceitos de ‘normalidade’, 'beleza' e 'amor ' são debatidos através da lupa ‘queer-poliítica’ de Eva, uma sofisticada mulher transexual (cantora, personagem ruiva, entrevistada);
c) novos valores confrontam a mentalidade heteronormativa de David, um heterossexual que se considera normal e sempre demasidamente ocupado para dar conta do seu semelhante (executivo, personagem de casaco vermelho);
A banda-sonora complementa os personagens dando voz a pessoas reais que L-O-B-O entrevistou na Escandinávia através de um abrangente trabalho-de-investigação e de campo que incluiu também a consulta de diversos especialistas académicos em questões de género. Os seus relatos orbitam as temáticas abordadas pelos personagens.
Os objectivos da instalação "unCUT" são:
. o de apresentar uma abordagem artística que de alguma forma contribua para os debates das questões de género e identidade, tentando integrar conhecimento académico e trabalho de campo num interessante, complexo e pouco comum processo de criação artística.
. o de criar uma dinâmica, clara e bem estruturada obra de vídeo-arte/instalação com um formato transdisciplinar -desafiando estilos e géneros artísticos - sem perder de vista o apelo a um público amplo.
O fascinante trabalho fotográfico de Annet van der Voort (NL/D) sobre bébés/fetos da Renascença, re-trabalhados visualmente por L-O-B-O, constitui-se ainda como um importante elemento visual desta obra de vídeo-arte.
O material para "unCUT" esteve em preparação on & off durante 5 anos, tendo inicialmente resultado na performance de dança teatro multimédia THE CUT, realizada em Copenhaga (Dinamarca) e numa curta série de performances-conferência de menor envergadura das quais se destacam as de George Mason University na Virginia do Norte/Washington em 2003.
Aqui no acercadanoite, esta obra será apresentada não no seu formato original de performance-instalação para 3 ecrãs mas na sua versão actualizada de 2008/09, onde para além de novas entrevistas e da transferência da obra para um único ecrã, vemos o performer-live das versões iniciais removido. Ou seja, a dinâmica e visualidade extraordinárias desta obra de vídeo-arte -onde os três personagens acima nomeados interagem, dançam, actuam e cantam, rodeados por referências da história do cinema, vídeo e artes visuais, literatura e história da dança - adquire assim o seu máximo de vigor e foco exclusivo.
"unCUT" continuará disponível para exibições futuras na Europa e América em galerias, teatros, museus e outros locais neste formato até 2011-12.
Still-life: Annet Van Der Voort / Arte-digital: Jakob Brandt-Pedersen
unCUT
NB: lista integral de créditos em www.l-o-b-o.com/uncut
Conceito, história & dramaturgia, video-arte,
montagem, poemas, coreografia, direcção, performer: L-O-B-O
Fotografia-conceptual (bébés da Renascença): Annet Van Der Voort
Textos originais: Marius Nørup-Nielsen
Outros textos de - ou inspirados por : Platão, “Simposio”, Jean Cocteau, “A Voz Humana”, Yukio Mishima, “Sol & Aço”, Harry Benjamin, “The Transsexual Phenomenon”, Martine Rothblatt, “The Apartheid of Sex”
Filmagem de exteriores, videotextos, consultora técnica: Signe Krogh
Samplers de videos & filmes: Jean Genet, “Un Chant d’Amour”, Jean Cocteau, “La Bèle et la Bête”, Roman Polanski, “Repulsion”, Stanley Kubrik, “Spartacus”, William Wyler, “Ben-Hur”, Krzysztof Kieslowski, “La Double Vie de Veronique”, Reiner Remake, “E-Xnle”
Som & música original: Kæv Gliemann (2003), Nanu (vozes, 2008)
Música: Sutekh, “19xx” ; Richard Chartier, “Filer”; Deltidseskapism, “Tanken Aterskapad”; Farben,“The Videoage (re-edit)”; Geez ‘N ‘Gosh, “012001” ; Shriekback, “Below”; Taylor Dupree, “Clir”; alva.noto, “Neue Stadt (Skizze B)”; Gridlock, “36:6:115”; Reinhardt Voigt, “Personal”; Håkan Lidbo, “Megalodon”; Mikael Stavöstrand, “Repl”; März, “Ranking” + “Rating”
Uma produção © L-O-B-O 2003 - ’08/09
Agradecimentos especiais a: J
unCUT – artistas principais:
L-O-B-O, coreógrafo, encenador, video-artista www.l-o-b-o.com
Formação de 10 anos em teatro-físico e dança em Portugal e na Dinamarca (aqui, como bolseiro Fundação Calouste Gulbenkian). O trabalho de L-O-B-O como coreógrafo e encenador e vídeo-artista é caracterizado e conhecido pela sua intransigência e sentido de consequência estética e formal, fortes conceitos cénicos e elaborados universos visuais.
Nos últimos 15 anos desenvolveu solos e trabalhos de grupo, em Lisboa e subsequentemente em Copenhaga, dos quais se destacam, BRADO [ou Mishima em Retrato de Vidro Múrmuro], K9 (trio para Metallica e quatro violoncelos), VOYEUR (fábula apocalíptica de ficção-científica sobre a nossa relação com os mass-media), SAUDADE (solo para a música de Carlos Paredes), THE CUT (género e identidade) entre outros… Após um bloqueio criativo e um subsequente interregno de 5 anos, longe da pressão continuada das actividades criativas, L-O-B-O retomou no final de 2008 a sua actividade desta vez também com maior foco em video-arte e screendance (video-dança) e produções low-budget. Neste contexto, lançou o seu novo website, estreou 'unCUT' (set.’08), e o filme de dança "ØM [Sore]" (Mar.'09) que se encontram a circular internacionalmente. Um novo filme-de-dança “ÆTER [Ether]” terá estreia em Março de 2010 em Copenhaga, Outros trabalhos de video-dança e video-arte seguir-se-ão até final de 2011.
LOBOTOMI, o seu mais recente trabalho para cena de 2007, manifesto sobre os processos de criação para arte cénica a partir de William Burroughs, Fernando Pessoa, Peer Hultberg e William Shakespeare, foi considerado pelo público como "Um raro abridor de olhos!" ou como "Matéria cénica para a nossa massa cinzenta!", pela imprensa dinamarquesa.
Excertos duma selecção da sua obra, podem ser apreciados em www.l-o-b-o.com
ANNET VAN DER VOORT, fotógrafa-conceptual www.annetvandervoort.com
Nascida em Emmen em 1950 na Holanda. Estudou Comunicação Visual na Fachhochschule Dortmund, Alemanha. Exposições colectivas e individuais na Kunsthal, Roterdão, Museet for Fotokunst, Odense, Zomer van de Fotografie, Antuérpia, Kulturzentrum Feuerwache, Mannheim, Kunstverein, Lingen, Nikolai Contemporary Art Center, Copenhaga 2001 e Stadtmuseum, Münster. O seu trabalho aparece em numerosas colecções em toda a Europa nomeadamente na Staatsgalerie, Stuttgart/D,
European Polaroid Collection, Praga/CR, Industriemuseum, Dortmund/D, National Museum of Photography, Bradford/GB, Museet for Fotokunst, Odense/DK, Deutsches Architektur Museum, Frankfurt/D,
Stadtmuseum, Münster/D,
Gasunie, Groningen/NL, La Filature, Mulhouse/Fan e em inúmeras colecções particulares.
Annet Van Der Voort vive e trabalha como designer e fotógrafa-freelancer em Drensteinfurt, Alemanha.
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L-O-B-O [ dança, teatro, video-arte, screen-dance, filme, performance ]
Este é o nome artístico assim como também o nome da estrutura de trabalho do artista-cénico/vídeo-artista João Lobo.
Colaborar no trabalho desenvolvido em L-O-B-O é sempre sinónimo de risco a nível formal, estético e físico, de tentar quebrar as barreiras entre a dança, o teatro, artes-plásticas & visuais, de quebrar a concepção de si mesmo como pessoa e como artista.
L-O-B-O assenta assim, em uma fundação sempre pronta a procurar expandir fronteiras estéticas e formais e de continuada exploração das relações entre pessoas, instituições e arte na sociedade.
L-O-B-O utiliza prioritariamente filme, vídeo e internet para sublinhar a importância de permanentemente desafiar preconceitos sobre as temáticas em que a dança, e o teatro podem e devem activamente envolver-se.
Apesar de procurar evitar formatos vulgares do mainstream, L-O-B-O tem porém como objectivo apresentar os seus trabalhos para um público tão vasto quanto possível tanto na Dinamarca, Escandinávia, Europa , assim como no resto do mundo.